terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Quais os ingredientes do Amor,mesmo?!



 À medida que o tempo passa, diferentemente do que pensa a grande maioria, fica cada vez mais difícil se apaixonar. Sim! Há que diga que, ao passo que envelhecemos nos tornamos mais carentes e prisioneiros de nossa própria necessidade de ter um alguém ao lado para dialogar, acariciar ou até mesmo por se conformar com um corpo presente. Leve engano. As minhas, nem tanto lógicas e referentes observações, me levaram à uma ponte a qual o precipício se torna confortável, a melhor opção, com uma placa de boas-vindas: "é logo alí!".
 Se apaixonar dói! Se apaixonar requer tempo e dedicação como nem todos os empregos requerem. Peça irônica, certas vezes é uma estrada sem fim. Posso citá-las para melhor entendimento. A paixão de aventura, a paixão que é transformada em amor; a paixão não correspondida, a platônica; e assim 6 bilhões de pessoas se deleitam num cenário de flores e cores os quais nós mesmos criamos em cima de expectativas sempre frustadas.
 Não que eu esteja aqui para falar mal do amor. Longe de mim. Se há alguém devota e crente desse miraculoso sentimento, eis aqui, sentada, concentrada e dedicada a tal prática. Porém, difícil é comprovar a regra. Dentre 1 milhão de seres apaixonados e apaixonantes, há no máximo 10 mil pares que realmente sintam algo verdadeiramente puro por quem está ao seu lado. Concluindo, o amor não é algo tão banal como estampam nas capas das revistas "jovens-pop´s". Não gente, AMOR é algo árduo, difícil, doloroso, mas também saboroso.

Eu também amo, e amo muito. Mas já parei mil vezes pra pensar a ligação(e a não-ligação) do amor com os relacionamentos. Se este consegue destruir algo que é tão difícil de encontrar como um sentimento tão grande assim(aquele). Enfim, entre mil antagonismos, eu vou tentando entender o quê, e para quê o amor vive. E essa minha dúvida, não deve ser apenas minha; semelhante aos mesmos 6 bilhões citados à cima, quem nunca passou uma noite em claro por amor?!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Toma lá, dá cá!


É incrível a indiscutível intolerância do ser humano. É tudo muito cômodo receber, ganhar, conseguir, vencer...e quando a história vem ao avesso?! Vim falar de um dos melhores verbos que já denominaram em todos os tempos, aquele que atraí sorrisos e exercita mandando o "eu" egoísta "pro raio que o parta!" .
Sim, ligam-se os alarmes, a poeira sobe e logo o "Kit primeiros socorros" está à mãos. Mas quanta intolerância, heim "Sr. Right" (sim, porque no mundo em que vivemos, globalização é mero detalhe).
Tudo bem, vamos deixar de brigas e vamos realmente aos pontos que nos dão algum argumento sensato. Não me venham dizer que ser aprisionado do seu próprio direto e dever de "dá e receber" é algo construtivo. Não adianta gente, é a lei da vida: "Dei amor, recebo amor"; "Me doei ao próximo, também o terei futuramente"; "Dou um tapa, recebo outro lá na frente"; "Se me dedico à algo, terei minha recompensa"...e assim deveria seguir toda a lei natural do mundo, tanto quanto a retomada da crise financeira mundial.
Mas não, o "homem" (em seu modo genérico, nada pessoal com competição entre sexos opostos, juro!) insiste em cobrar do outro, o que ele mesmo não pode dar. Exige-se muito mais silêncio da casa vizinha, do que da sua própria casa. É muito mais fácil julgarmos o ladrão da nossa bolsa, do que pararmos pra pensar e enxergarmos que roubamos a felicidade de milhares de pessoas durante a vida, que roubamos a esperança de muitos laços por simplesmente não querermos acreditar que algo pode ser diferente, ou roubamos a alegria de alguém quando colocamos palavras em uma ordem não muito agradável e lançamos no coração de alguém! Sim! Então atire a primeira pedra quem nunca foi, mesmo que por um momento, "um ladrão"!
E quanto a intolerância humana, essa ainda será tema de várias outras teses na pscicologia. No mínimo, ou nos acostumaremos com a "moda" do dar sem receber, porque virou até manina nacional ou nos tornaremos tiranos ao ponto de "dá a César, o que é de César!"

domingo, 15 de fevereiro de 2009

foi e voltou.

E mais uma vez, ele chegou.
É tão incrível a forma em que nossos pensamentos são encaixados. Sim, literalmente, "em caixas".
Quantas e quantas vezes você não pensou:" é o último biscoito, o último dia da viagem, a última música do cd, o último amor!". E como todos esses pensamentos doeram, machucaram e muros/barreiras foram postos para que nunca mais pudesse sentir aquilo?!
Quantas vezes gritamos dizendo que é uma dor que não se deseja nem ao pior inimigo.
É, mas como o próprio título diz, não estamos aqui pra falar de dor; e sim do sentimento que mais se cura a dor, o amor.
Pensar, querer, apagar e construir não são verbos que necessariamente nessa ordem sejam confortáveis em algumas fases na vida. E se alguém souber fazer isso, por favor, levante a bandeira branca. Procurar uma nova forma de ser feliz nunca foi fácil quando o passado está no presente, e as lembranças são mais vivas que as bolinhas na saia da minha tia em época de carnaval.
Mas tudo bem, sem pretensão alguma de ser utópica, o amor prega peças saborosas, porém desconfortáveis ao longo da caminhada. Da mesma forma que ele te põe no alto, ele te puxa pra baixo numa fração de segundos quando um pontinha de ciúmes te morde a orelha. Ele te faz fazer planos, construir casas, mandar flores, esmagar distâncias e contar histórias. Mas também, rasga cartas, transforma presentes de dias dos namorados em museu, e mandam planos pra lata do lixo.
E aí, é hora de sentar e colocar as cartas na mesa, os pontos nos "í´s", ou qualquer outro tipo de jogo e vogais que tu tenhas pra esfriar a cabeça, tomar muita coragem e começar tudo novamente.
Volto a dizer, não li em lugar algum que o amor apenas tinha partes boas. Sim, estou relatando a parte -ruim-do-amor. Sooa estranho, não?! Uma vez em que o amor só é amor, pela significância que a palavra traz.
E nessa troca de fantasias, nós vamos tirando nossas experiências, nadando em ilusões e cruzando os dedos para acreditar que o amor sim, existe!
Analogicamente, poderíamos até comparar com a passagem de um dia para o outro. Chegou a noite, escuridão; demoramos a dormir, mas logo que a noite de bom sono passa, se abre um dia lindo; o sol volta a ser amarelo e brilhante, as flores com seus respectivos beija-flores, e assim ser escrita uma nova história.
E eu vou...com uma borracha, muitas saudades,e uma caixa. Coloco tudo dentro, e fecho mais uma embalagem. Acordo pra mais um dia. Subo mais um degrau. Mudo de lugar.
Alguém me doa uma folha branca e um caneta, faz favor?!