sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A hora de partir...

     Por horas distantes, perdida dentro de mim, encontrei uma análise subtancial sobre a palavra "partir". Diga-se de passagem o quanto é saboroso "parti um pedaço de bolo","partir uma melancia". Mas esse é um verbo que foge de todas as regras.Partir vai desde o pão partido, à partida de um ente muito querido. É um verbo que "parte" situações, esperanças e denominações. O partir está presente desde seu significado material, quanto à destinos espirituais. E essa palavrinha tão pequena, porém catastrófica, tem uma definição mais do que peculiar no dicionário.

partir 

v. tr.
1. Dividir em partes, separar.
2. Quebrar.
3. Repartir; distribuir.
4. Ter origem ou começo; proceder; provir.
5. Confinar.
6. Seguir, prosseguir; prolongar-se, estender-se.
v. intr.
7. Pôr-se a caminho, seguir viagem.
8. Ir-se embora. = retirar-se
9. Sair com ímpeto. = arremessar-se
v. pron.
10. Quebrar-se.
11. Dividir-se.
12. Retirar-se, sair.
13. Fugir, afastar-se.
14. Fig. Afligir-se, doer-se.

   E fico abismada quanto poder essa "pequena-grande" tem. A diversidade de sentidos e interpretações mexe sem dúvida com a mente e o coração de todos. Quem nunca foi protagonista de um cenário de partida? Quem nunca partiu o primeiro pedaço do bolo para pessoa mais importante naquele aniversário especial? E nesses cortes e recortes, a partida dói. Dói dizer pra pessoa amada que está indo; que o seu vaso de flores preferido partiu; que sua mãe "partiu dessa pra melhor"; que fulano partiu seu coração...e é nessa mesma intensidade, que o verbo partir se mistura no meio de muitos outros, o tornando até contraditório, como participar (Ter ou tomar parte) em que ele se torna "amigável e ao mesmo tempo, toma algo de um todo".
   É quando eu percebo a imensidão que é esse mundo! Se com uma pequena(grande) palavra, podemos ser/ter/querer/pensar tantas diferentes maneiras...quão grande é essa vida!
   Partindo ou não, que algo pelo menos tenhamos na consciência: "Que foi feito com todo amor do mundo". Não importa se o bolo de aniversário ou o relacionamento passado, que sempre seja uma partida consciente.

Agora, devo partir...sempre é hora de chegar em outro lugar!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

É pegar ou Largar

Se existe alguma certeza nessa vida, é que existem dúvidas sempre, não importa o dia, a hora, a fase da vida, a idade; a dúvida é pertinente e insensata. Mesmo ela estando recheada de argumentos verídicos e pensamentos racionais, sempre faz a questão de perguntarmos a nós mesmos:"e se eu não tivesse escolhido isto?!". E é quando entramos num dilúvio de mais dúvidas, e essa busca infinita por respostas dura até o dia em que paramos de respirar.
Ontem escutando uma pessoa bem sábia, pude enxergar um ângulo diferente da dúvida: a de não existir dúvida! Como assim? Como uma situação pode ser tão contraditória? É como um mesmo corpo ocupar dois lugares ao mesmo tempo. Mas o grande significado do ângulo proposto, é a importância que você dá à suas escolhas. Por exemplo, se você julga estar trilhando o caminho correto, não tem porque existirem dúvidas, pois por mais que não o seja, é o correto pra você naquela hora, naquela situação, naquele plano astral, e no jogo do bicho. Tudo estava conspirando para que tal escolha fosse admitida.
Sendo sucinta, como diversas vezes não sou; a vida é uma caixinha-de-surpresas, e nossas dúvidas diárias são apenas algumas gotas em um imenso oceano. Cabe à nós, abrirmos a janela e conseguirmos olhar um mundo por aquele raio de luz. E as dúvidas, desaparecerão, e talvez economizes milhões em calmantes e remédios contra insônia.
O lema é: reconstruir, reinventar, reescrever...se há dúvida, não se preocupe, o amanhã sempre dará a oportunidade de recomeçar.

Pois a maior dúvida sempre será: "Estou vivo hoje, e amanhã?!"

domingo, 23 de maio de 2010

Quanto custa o Ticket?!

 
A vida é cheia de surpresas, definitivamente. Mas o que dizer sobre as surpresas que não são tão surpresas assim?! O que fazer quando aquela situação se repete e você se sente numa roda gigante, a qual você sempre olhará lá de cima e lá de baixo também. Não importam os personagens, eles sempre existirão. A cada volta, uma pessoa senta ao teu lado, a cada volta um preço pago pelo ticket.
  E nessa analogia é bem engraçado observar a similaridade com a vida, realmente. Vivemos por 20,30,50,100 anos, e por milhares de vezes os episódios se concentram nos mesmos defeitos, nas mesmas falhas, nas mesmas decepções, nas mesmas expectativas frustadas e com isso a nossa roda gigante (roda da vida) aos poucos, vai se tornando lerda e cansada de "rodar,rodar e parar no mesmo lugar". Muitas vezes estafa! Nos dá aquela vontade imensa de pular e tentar encontrar outra roda gigante em outro parque de diversões.
  O tempo passa, as situações modificam sua intensidade. Quanto mais velhos(experientes), a dor se retrata com mais força. Mas que ironia dessa chamada vida. Ao passo que entendemos melhor sobre um problema, deveríamos no mínimo saber lidar com o mesmo e não sofrermos tanto. É assim que funciona na matemática, na química e na física. Se és dono de uma poder de captação do problema com maior prevenção, a solução é tua. Porém, na matemática da vida não é assim que acontece. Quanto mais sabemos, mais aprendemos que não sabemos. E isso é até uma afronta ao estado mental saudável de um ser humano. Pois quando pensas que terás as respostas alí, na tua mão...o vento vem, e leva, como se leva a areia da praia.
  É! A vida prega surpresas, que nem sempre são surpresas. Talvez surpresas maquiadas de tanta exeperiência e esperança de um dia encontrar realmente a fórmula mágica. Mas em todos os casos até hoje vividos e assistidos por mim, a vida é essa mesmice de roda-gigante. Sem tirar nem pôr, sem se dirigir à outro lugar ou romper novos rumos...mas é essa mesma vida, que nela existem tantas contradições.