domingo, 29 de junho de 2014

Um Dia, tudo muda...


      Era uma vez, uma menina que sonhava com todos os detalhes de uma vida. Desde a cor das nuvens, até o tecido que vestiria nos próximos dez anos. Ela amava cores e acreditava nas boas intenções das pessoas. Tinha os cabelos compridos, cor de madeira lustrada, lia livros e adorava contar histórias. Usava um laço azul inseparável. E cantava e encantava por onde passava. Tinha os olhos arregalados permanentemente, assim como um coração que não sabia o que era ilusão. Vivia uma, porém não sabia que esse tipo de coisa existia. Amava comer, mas não simplesmente a atitude do verbo comer, mas sim, a riqueza dos detalhes dos sabores. Ela de alguma forma, sabia que sentia mais que os demais. Ela sentia mais felicidade, ela admirava com mais intensidade, ela sonhava com mais veracidade.
      O mundo era pequeno para os planos e desejos dentro daqueles pensamentos possíveis. Tinha manias sentimentais e tentava sempre passar todo o amor que um dia foi lhe dado. Pulou, dançou e se sentiu livre.    Mas como toda linda garota, conheceu um menino especial. Cheio de si e de amor. Cuidou dessa menina como nunca ninguém havia cuidado. Com um jeito divertido de quem veio nesse mundo para isso. Ele tinham um sorriso sincero na maioria das vezes quando a platéia era ela. E o que ela mais amava nele, era a forma minuciosa de enxergar o que ninguém no mundo enxergava. Ela o amava com tanta força, que desde o primeiro momento sabia que ele era o amor tão esperado e sonhado por ela. Ela amava, e cuidava de uma forma completa e tão desastrada. Ela, olhava o macro, ele o específico. Ele era o responsável por todos os momentos confortantes de um futuro. E ela, tentava loucamente descobrir uma receita do melhor purê de batatas do mundo apenas para fazê-lo feliz.
    Os dois, se completavam e se repeliam. De uma forma brusca e impiedosa. Eles juntos, contavam estrelas e descobriam caminhos nunca percorridos. E sabiam o valor desses detalhes. Sim, tinham algo em comum muito especial: a riqueza dos detalhes. Sentiam com a mesma intensidade sempre, e compartilhavam entre si tudo isso. Tinham consciência do tamanho do amor. Mas esqueceram de que precisavam de mais para sobreviver. Esqueceram o valor do tempo e da distância. Reconheceram as cores e os sabores da vida. Viviam tão grudados que pareciam um só. E se divertiam vivendo e contando tudo isso para o mundo.
Até que um dia...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

quinta-feira, 14 de abril de 2011

1.2,3 e já!

"...As pessoas esgotaram de paciência...
Eu também esgotei...cheguei a minha cota, meu limite.
Chega!..."

domingo, 10 de abril de 2011

Um tapa de liberdade...


"Hoje, eu quero tomar banho de chuva, e sentir os pingos no meu rosto...
 Hoje eu quero ligar para mil pessoas e dizer que eu as amo muito, apenas para as que merecem...
 Hoje eu quero comer chocolate e gelatina, assim...tudo junto.
 Hoje eu quero tomar um banho demorado e vestir o pijama mais velho do guarda-roupa...
 Hoje eu quero pensar que estou fazendo tudo certo...
 Hoje e sempre eu quero, e posso tudo..."

domingo, 3 de abril de 2011

Como deveria ser...

"A paciência é uma qualidade fugaz.
Queremos o que queremos quando queremos.
Felizmente, nossas vontades só são realizadas
no momento certo.
Mas a espera nos dá a impressão de que
nossas preces não foram ouvidas.
Precisamos acreditar que a resposta virá na hora certa.
Já pensou como nossas vidas seriam diferentes
hoje se os pedidos de semanas, meses, anos atrás tivessem
sido atendidos na mesma hora?
Cada um de nós percorre um caminho único,
com lições especiais.
Assim como um bebê precisa engatinhar antes de andar,
nós temos de ir devagar,
dando os passos certos rumo ao crescimento.
A frustração só existe porque nosso relógio
funciona num tempo diferente do de Deus.
Mas podemos ter certeza de que nossas preces
serão atendidas algum dia, em algum lugar, e para o nosso bem."
 Antonio Fernando

quarta-feira, 30 de março de 2011

Tem alguém aí?


"...Tive que me contentar com o caderno de receitas na gaveta. E entre as folhas, os teus rascunhos do passo-a-passo. Tive que me conformar com tua ausência gritando dentro de mim, e nas fotos que ainda estão estampadas nas paredes da nossa sala. Tive que me iludir em um amor imaginado teu, respirar cada segundo com a esperança de que aquele telefone iria tocar; de que tu irias reanimar. Tive que me conformar com a idéia de que tu decidiste, e eu aceitei. Mentira! Eu não aceitei, e continuo não aceitando. Libero meus desejos nas letras das músicas que parecem até que gravaram pra nós. E grito junto com elas a dor que aqui ainda vive, sóbria e insistente; mas sempre na esperança de tu ressurgir. Diz que me quer, que me ama, que me deseja como há muito tempo não escuto nada vindos dessa boca, dessa boca de coração-minha. Falta tudo aqui. Falta a tua comida gostosa, o teu jeito de pedir pra pegar tua toalha, falta o teu amor, falta você, falta você e eu, num só, como costumava ser. Agora, restaram as expectativas frustadas, os sonhos impetuosos e o teu modo de mostrar que era meu..."

terça-feira, 22 de março de 2011

Peço permissão à esperança...o último que morre, é o Amor.


“...Penso na miudezas das coisas. Nos detalhes que também têm que ser mudados por você não estar. Das circunstâncias que são tão marcantes, que são difíceis de dizer um adeus quando eu mais tento fugir de todas elas. E a dor, deita no sofá da nossa casa, e me faz companhia a noite inteira, e não me deixa dormir, com o dedilhar das teclas do notebook, como você fazia. Iguazinha, ali...serena e compenetrada mapeando meu sono, e me fazendo sentir cada vez tua falta.
O seu lugar está lá, intacto, frio, com as almofadas me enganando de que há um corpo naquele lugar; um corpo quente que há dias ocupava com tanto amor, desejo e vontade de que aquele momento durasse por séculos, e quem sabe até depois da vida. Mas a sr. Dor, não só me faz lembrar de tudo isso em sequência de segundos, como me faz congelar esses pensamentos sem dó, nem piedade. Quando tudo isso irá terminar?Quando haverá um novo sol, para que esse vazio se transforme em alegria novamente?
E o que faço é traduzir e vigiar. Vigiar o dia inteiro a esperança que por baixo de escombros ainda consegue vingar ruídos de existência, e persistência..”